No primeiro turno das Eleições 2026, São Caetano do Sul consolidou-se como o principal reduto da Grande São Paulo para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e para o governador reeleito Tarcísio de Freitas (Republicanos). Os dois tiveram na cidade, governada pelo prefeito Tite Campanella (Republicanos), os seus melhores desempenhos proporcionais entre os municípios do Grande ABC e um dos principais da Região Metropolitana.
Flávio Bolsonaro obteve 53,96% dos votos válidos em São Caetano do Sul (63.410 votos), contra 33,57% de Lula (PT). O percentual superou o resultado do candidato do PL no estado de São Paulo (51,93%) e ficou acima das principais cidades da Grande SP: Guarulhos (49,22%), Barueri (48,66%), Santo André (47,21%), Osasco (45,46%) e São Bernardo do Campo (41,83%). No ABC, Flávio venceu em Santo André, São Caetano e Ribeirão Pires - e foi em São Caetano que a vantagem foi mais ampla.
Tarcísio de Freitas, reeleito no primeiro turno com recorde histórico no estado (14.491.874 votos, 62,65%), teve em São Caetano 67,06% dos votos válidos (75.531 votos), contra 31,94% de Fernando Haddad (PT). Foi o maior percentual do governador no ABC - à frente de Ribeirão Pires (58,64%), Santo André (58,34%), Mauá (53,63%) e São Bernardo (53,28%) - e também acima da capital (52,76%) e de Guarulhos (60,84%). A diferença na cidade chegou a 39.555 votos. No ABC, Tarcísio venceu em seis das sete cidades; só perdeu em Diadema.
O resultado não é coincidência. São Caetano do Sul é a cidade em que a parceria entre o prefeito Tite Campanella e o governador Tarcísio de Freitas saiu do palanque e virou obra: Piscinão Jaboticabal, nova escola no Bairro Fundação, Complexo Cuidar e R$ 615 milhões em investimentos do Estado. Tite, filiado ao Republicanos, foi às ruas para defender a continuidade do governador Tarcísio e das obras do Estado em São Caetano.
No caso de Flávio Bolsonaro, o 53,96% em São Caetano traduz o enraizamento do projeto da direita na cidade e a capacidade de Tite de organizar palanque, voto e resultado - inclusive em uma região metropolitana onde Lula ainda vence em São Bernardo, Diadema e Mauá.





